O homem nunca se cansará da busca pelo conhecimento.
Seja amparado por metodologias científicas clássicas e equipamentos de altíssima tecnologia, seja acendendo uma vela e tentando obter informações de outra dimensão.
Devemos muito do que sabemos (e do que sabemos que não sabemos) a 2 coleguinhas de convivência no planeta terra.
Macacos e Ratos
Frequentemente temos contato com alguma experiência interessante envolvendo alguns destes 2 animais. Não ouso entrar no mérito se animais devem ser utilizados em experiências. Existem casos e casos ( ex 1: desenvolvimento de remédios pra câncer ; ex 2: xampu que deixa seu cabelo 5 x mais forte)
Uma das experiências mais interessantes sobre comportamento humano, foi conduzida em um grupo de macacos. Não consegui localizar evidências de que esta experiência realmente tenha acontecido, mas mesmo assim a moral da história é demasiada interessante.
Vamos à ela...
Um grupo de psicólogos se dispôs a fazer uma experiência com macacos. Colocaram cinco macacos dentro de uma jaula. No meio da jaula, uma mesa. Acima da mesa, pendendo do teto, um cacho de bananas.
Os macacos gostam de bananas. Viram a mesa. Perceberam que, subindo na mesa, alcançariam as bananas. Um dos macacos subiu na mesa para apanhar uma banana. Mas os psicólogos estavam preparados para tal eventualidade: com uma mangueira deram um banho de água fria nele. O macaco que estava sobre a mesa, ensopado, desistiu provisoriamente do seu projeto.
Passados alguns minutos, voltou o desejo de comer bananas. Outro macaco resolveu comer bananas. Mas, ao subir na mesa, outro banho de água fria. Depois de o banho se repetir por quatro vezes, os macacos concluíram que havia uma relação causal entre subir na mesa e o banho de água fria. Como o medo da água fria era maior que o desejo de comer bananas, resolveram que o macaco que tentasse subir na mesa levaria uma surra. Quando um macaco subia na mesa, antes do banho de água fria, os outros lhe aplicavam a surra merecida.
Aí os psicólogos retiraram da jaula um macaco e colocaram no seu lugar um outro macaco que nada sabia dos banhos de água fria. Ele se comportou como qualquer macaco. Foi subir na mesa para comer as bananas. Mas, antes que o fizesse, os outros quatro lhe aplicaram a surra prescrita. Sem nada entender e passada a dor da surra, voltou a querer comer a banana e subiu na mesa. Nova surra. Depois da quarta surra, ele concluiu: nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha. Adotou, então, a sabedoria cristalizada pelos políticos humanos que diz: se você não pode derrotá-los, junte-se a eles.

Os psicólogos retiraram então um outro macaco e o substituíram por outro. A mesma coisa aconteceu. Os três macacos originais mais o último macaco, que nada sabia da origem e função da surra, lhe aplicaram a sova de praxe. Este último macaco também aprendeu que, naquela jaula, quem subia na mesa apanhava.
E assim continuaram os psicólogos a substituir os macacos originais por macacos novos, até que na jaula só ficaram macacos que nada sabiam sobre o banho de água fria. Mas, a despeito disso, eles continuavam a surrar os macacos que subiam na mesa.
Se perguntássemos aos macacos a razão das surras, eles responderiam: é assim porque é assim. Nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha... Haviam se esquecido completamente das bananas e nada sabiam sobre os banhos. Só pensavam na mesa proibida.
Pense um pouco em quais são as suas bananas. Por qual motivo você hoje não as têm?
Sua zona de conforto é muito grande?
Muitas vezes, esperamos que coisas diferentes aconteçam, mesmo sem que nós façamos nenhuma mudança em nossas vidas.